Este é um blog criado pelos participantes do curso: Melhor Gestão, Melhor Ensino da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O nome PRA-TO-DO-DIA surgiu da perspectiva da leitura como necessidade básica do ser humano; como alimento da alma que deve ser feita cotidianamente para nutrir os leitores de magia e encantamento. Esperamos que, ao nos visitar, você possa ser contagiado por este amor à leitura que tanto nos anima.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Fast food
O pão nosso de todo dia
No meu caso, meu primeiro contato com a leitura de textos literários se deu por causa das minhas irmãs que cursavam, na época, o ginásio e o colegial. Em casa havia uma coleção das histórias escritas por Monteiro Lobato e outros de contos de Christian Andersen e dos Irmãos Grimm. Por ser o caçula, minhas irmãs realizavam as leituras para mim.
Depois, entre os 12 e 13 anos de idade, passei a ler os gibis do Homem Aranha que meu irmão colecionava. Na escola, gostava de ler os livros da Série Vagalume da Editora Ática (As aventuras de Xisto; Escaravelho do Diabo; Um cadáver ouve rádio; Menino de asas; O rapto do garoto de ouro etc.).
Edson Alves Santos
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Memória
Olá colegas! Ler é ter prazer e querer sempre mais. Eu gostei dos
depoimentos da Danubia Leão pois, ela fala deste prazer em ler todo tipo de
texto, Rubem Alves, é um gênio escrevendo – transforma as palavras de tal forma
que me fascina – e do Fabio de Paula Xavier Marchioro com o depoimento do
garoto de 15 anos, e concordo com a colega Núbia Ferreira de Melo quando ela
acha engraçado a concepção de leitura que este garoto tem.
Quando estava no Ensino Fundamental, foram os livros da editora
Ática que me fascinaram e o escaravelho do Diabo e a Ilha perdida eram os
preferidos. A professora de português me deixava encantada ao falar dos livros
que iriamos ler.
Quanto às entrevistas, a do Gilberto Gil me fez lembrar da minha
avó que apesar de não saber ler ou escrever, sempre nos contou muitas histórias
do lugar onde viveu, das situações das quais viveu, e só depois de adulta
entendi que foram momentos históricos dos quais ela participou como a Revolução
Constitucionalista, da qual em sua simplicidade ela dizia ser “uma tal guerra
do Izidoro” (que aprendi com um colega, professor de história, que este nome
era de um grande general do movimento). Minha vó também adorava quando liamos e
depois de algumas leituras ela sabia recontar estas histórias com grande semelhança.
Acredito que só através do interesse por diversos gêneros literários e que
conseguiremos cativar a atenção de nossos alunos e assim depois podemos
apresentar textos dos quais queremos trabalhar com eles
Nossa memória é
estimulada quando lembramos de bons momentos que tivemos. Acho também que
exemplo é tudo na vida da criança! Quando eu era pequena uma imagem da qual me
recordo é a do meu pai lendo e jornal "Estadão" inteirinho e a partir
daí, primeiro por curiosidade, comecei a me interessar em também entender o que
fazia meu pai ler o jornal inteiro.
Tenho 03 filhos já
adultos, quando eram pequenos, meu marido sempre comprou jornal nos finais de
semana e com o tempo por nos ver lendo, eles também faziam o mesmo, como eram
pequenos e não conseguiam segurar as folhas, eles abriam o jornal no chão e
reclamavam quando acordavam e viam que ainda não tinha sido comprado o jornal
naquele dia.
Maria Aparecida Ramos Matos
Leitura, que saudade?
Comecei a ler na cartilha “
Caminho Suave”, com uma professora
maravilhosa (Vastir), que hoje é minha madrinha. E se hoje sou professora é por
causa dela... Ela ensinava, incentivava a gente ler como muito entusiasmo que
fazia a gente viajar... Depois os
professores sempre pediam para ler os livros da coleção vagalume, daí já líamos
meio sem entusiasmo, pois tínhamos que ler e fazer o resumo do livro ou prova,
que sempre tinha as questões básicas quem era os personagens principais? Onde
aconteciam os fatos? Por isso a leitura era desestimulada... mas de repente um
professor indicou o livro “ A Bolsa Amarela”, um livro amarelo, com capa
diferente do que eu era acostumada a ler, foi uma avaliação bem diferente, com
discussões, teatro... então foi diferente.
Depois no magistério, a
professora de conteúdo e metodologia de língua portuguesa pedia para a gente
reproduzir o livro que mais gostava, assim com prazer nos estágios a gente
mostrava para as crianças e eles ficavam ansiosos para ver o nosso livro, como
era gostoso, despertar esse interesse.
Como professora, sempre procurava
despertar o interesse da leitura, levando os alunos para a biblioteca e
deixando a critérios deles a escolha de um livro, para assim despertar o
interesse na leitura de uma forma mais gostosa. Ler é viajar!
Rosimary Aparecida Patriarca
Cardápio do dia II
terça-feira, 23 de abril de 2013
Bem nutrido
Meu primeiro contato com a leitura aconteceu muito cedo, nem me recordo a idade, mas minhas primeiras lembranças são de minha mãe deitada em sua cama, lendo livros que sempre traziam em suas capas casais muito bonitos e aparentemente apaixonados. Eram aqueles vendidos em bancas de jornais: Sabrina, Bianca, entre outros. Recordo-me que vê-la lendo e seu interesse pela leitura me dava até uma certa angústia por não saber ler e não ter a oportunidade de descobrir o que a deixava tão satisfeita. Enquanto isso, meu pai com suas coleções de gibis do "Fantasma" fazia minha imaginação voar alto quando lia as aventuras incríveis vividas pelo herói.
Já na escola, minha primeira professora reservava um tempo ao final da tarde e lia trechos da obra de Monteiro Lobato. Após a leitura a turma comentava as aventuras das personagens e isto nos trazia a sensação de identificação e pertencimento à obra.
Posso afirmar que a paixão pela leitura de pessoas queridas me estimularam a ser uma leitora apaixonada também e ler para mim é o mesmo que Marilena Chaui diz em seu depoimento: "a descoberta de si mesmo". Quando leio e reconheço a mim em determinado pensamento sou invadida por um sentimento prazeros
o de surpresa: "Como não pensei nisso antes?" "Sinto/Penso a mesma coisa". "É isso que eu tentava dizer ou entender".
o de surpresa: "Como não pensei nisso antes?" "Sinto/Penso a mesma coisa". "É isso que eu tentava dizer ou entender".
Quando Antonio Candido fala de leitura como uma necessidade básica do ser humano é assim que entendo, ler é ampliar o próprio mundo, é reconhecer-se como parte deste mundo, é saber-se acompanhado em seus sentimentos, ideias, vivências. Ler é ver-se através de outros olhos, sentir por outros corações, expressar-se por palavras tão alheias e ao mesmo tempo tão nossas. E como disse Anna Verônica Mautner, "Ainda bem que poetas existem.", senão como explicar a nós mesmos "tantos sentimentos, tão humanos"?
Cardápio do dia
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