domingo, 5 de maio de 2013

Exemplo é tudo...."


Pessoas diferentes, e que não se conheciam,  foram colocadas num memo grupo para troca de experiências nos fóruns, construção de blog e aprendizado mútuo. Quero agradecer o companheirismo de todos do grupo 1, e que este blog seja alimentado sempre para que possamos continuar a trocar experiências e possamos crescer profissionalmente a cada dia. Um beijo no coração de todos vocês.



Avestruz     (Mario Prata)
Situação de aprendizagem  9º ano do E.F.
1 Ativação de conhecimentos de mundo; antecipação ou predição; checagem de hipóteses
·         Propor aos alunos que desenhem uma avestruz a partir  da descrição oral do professor;
·         Encaminhar os alunos a uma partida de jogo da memória com imagens e nomes de diversas aves.
·         Organizar roda de conversa sobre características, curiosidades e vivências dos alunos sobre as aves que eles conhecem, propondo alguns questionamentos, como, por exemplo “O que é um animal doméstico?” ;“Por que ele é chamado de doméstico?” ; “Quem já foi ao zoológico ou a um sítio e viu aves?
·         Checar as hipóteses conhecidas previamente no senso comum através de vídeos ou imagens sobre  avestruz.
2 Localização de informações; comparação de informações; generalizações;
·         Leitura compartilhada do texto.
·         O aluno irá destacar palavras ou expressões desconhecidas por eles e investigar seus significados no dicionário;
·         Propor ao aluno que descreva as características físicas e comportamentais da avestruz presentes no texto;
·         O educador deverá sistematizar as respostas dos alunos em um quadro  fazendo uma comparação entre as hipóteses levantadas pelos alunos com as informações encontradas nos textos (crônica e vídeo).
·         Compõe-se uma ficha técnica do animal ao lado da imagem produzida no ditado visual.
3 Produção de inferências locais; produção de inferências globais;
·         Inferências locais: Quando o autor diz que tinha uma “plantação de avestruzes em Floripa o que ele quis dizes e por que se autocorrigiu?
·         Que tipo de sensação o narrador expressa ao definir o animal com termos como “ser meio abominável” e “coisa”. O que seria um gigolô de avestruz ?Por que seria perigosíssima uma avestruz com TPM?
·         Inferências globais: Por que seria um absurdo criar uma avestruz na área urbana de São Paulo?
4 Recuperação do contexto de produção; definição de finalidades e metas de atividades de leitura;
·         Trazer recortes de jornal com textos que são exemplos de crônicas narrativas, colocar os alunos em grupos e pedir para que identifiquem as singularidades do texto “Avestruz” com os do jornal;
·         Recuperar através do roteiro as informações:Para quem o texto foi produzido? Com qual objetivo? Quando? Onde? Qual a função social do texto?
·         Abordar as características do gênero crônica narrativa e pedir que identifiquem nos textos do jornal a estrutura e características presentes nos mesmos.
5 Percepção das relações de intertextualidade; percepção das relações de interdiscursividade;
  • Passar trechos dos desenhos bíblicos: A Arca de Noé e Gênesis
·         Pedir aos alunos que interpretem a versão que o narrador manifesta pela avestruz através do discurso bíblico, levantando temas,expressões e figuras em comum;
6 – Percepção de outras linguagens; elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas;elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos.
·         Debater com os alunos a questão dos limites frente a figura do garoto e o padrão estético da sociedade atual;
·         Propor que os grupos de alunos criem uma peça de teatro em que seja discutida a questão estética e comportamental humana a partir do ponto de vista da avestruz como narradora.

Avestruz - Situação de Aprendizagem

segunda-feira, 29 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sobremesa

Uma história cantada para adocicar!


Fast food


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Clarice Lispector

O pão nosso de todo dia


No meu caso, meu primeiro contato com a leitura de textos literários se deu por causa das minhas irmãs que cursavam, na época, o ginásio e o colegial. Em casa havia uma coleção das histórias escritas por Monteiro Lobato e outros de contos de Christian Andersen e dos Irmãos Grimm. Por ser o caçula, minhas irmãs realizavam as leituras para mim. 
Depois, entre os 12 e 13 anos de idade, passei a ler os gibis do Homem Aranha que meu irmão colecionava. Na escola, gostava de ler os livros da Série Vagalume da Editora Ática (As aventuras de Xisto; Escaravelho do Diabo; Um cadáver ouve rádio; Menino de asas; O rapto do garoto de ouro etc.).
Edson Alves Santos 

Cardápio do dia III

Enviado por Maria Aparecida Ramos Matos

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Memória


Olá colegas! Ler é ter prazer e querer sempre mais. Eu gostei dos depoimentos da Danubia Leão pois, ela fala deste prazer em ler todo tipo de texto, Rubem Alves, é um gênio escrevendo – transforma as palavras de tal forma que me fascina – e do Fabio de Paula Xavier Marchioro com o depoimento do garoto de 15 anos, e concordo com a colega Núbia Ferreira de Melo quando ela acha engraçado a concepção de leitura que este garoto tem.
Quando estava no Ensino Fundamental, foram os livros da editora Ática que me fascinaram e o escaravelho do Diabo e a Ilha perdida eram os preferidos. A professora de português me deixava encantada ao falar dos livros que iriamos ler.
Quanto às entrevistas, a do Gilberto Gil me fez lembrar da minha avó que apesar de não saber ler ou escrever, sempre nos contou muitas histórias do lugar onde viveu, das situações das quais viveu, e só depois de adulta entendi que foram momentos históricos dos quais ela participou como a Revolução Constitucionalista, da qual em sua simplicidade ela dizia ser “uma tal guerra do Izidoro” (que aprendi com um colega, professor de história, que este nome era de um grande general do movimento). Minha vó também adorava quando liamos e depois de algumas leituras ela sabia recontar estas histórias com grande semelhança. Acredito que só através do interesse por diversos gêneros literários e que conseguiremos cativar a atenção de nossos alunos e assim depois podemos apresentar textos dos quais queremos trabalhar com eles
Nossa memória é estimulada quando lembramos de bons momentos que tivemos. Acho também que exemplo é tudo na vida da criança! Quando eu era pequena uma imagem da qual me recordo é a do meu pai lendo e jornal "Estadão" inteirinho e a partir daí, primeiro por curiosidade, comecei a me interessar em também entender o que fazia meu pai ler o jornal inteiro.
Tenho 03 filhos já adultos, quando eram pequenos, meu marido sempre comprou jornal nos finais de semana e com o tempo por nos ver lendo, eles também faziam o mesmo, como eram pequenos e não conseguiam segurar as folhas, eles abriam o jornal no chão e reclamavam quando acordavam e viam que ainda não tinha sido comprado o jornal naquele dia.
 Maria Aparecida Ramos Matos

Leitura, que saudade?


                  Comecei a ler na cartilha “ Caminho  Suave”, com uma professora maravilhosa (Vastir), que hoje é minha madrinha. E se hoje sou professora é por causa dela... Ela ensinava, incentivava a gente ler como muito entusiasmo que fazia a gente viajar...  Depois os professores sempre pediam para ler os livros da coleção vagalume, daí já líamos meio sem entusiasmo, pois tínhamos que ler e fazer o resumo do livro ou prova, que sempre tinha as questões básicas quem era os personagens principais? Onde aconteciam os fatos? Por isso a leitura era desestimulada... mas de repente um professor indicou o livro “ A Bolsa Amarela”, um livro amarelo, com capa diferente do que eu era acostumada a ler, foi uma avaliação bem diferente, com discussões, teatro... então foi diferente.
               Depois no magistério, a professora de conteúdo e metodologia de língua portuguesa pedia para a gente reproduzir o livro que mais gostava, assim com prazer nos estágios a gente mostrava para as crianças e eles ficavam ansiosos para ver o nosso livro, como era gostoso, despertar esse interesse.
            Como professora, sempre procurava despertar o interesse da leitura, levando os alunos para a biblioteca e deixando a critérios deles a escolha de um livro, para assim despertar o interesse na leitura de uma forma mais gostosa. Ler é viajar!
Rosimary Aparecida Patriarca

Cardápio do dia II



"A leitura aciona emoções, estimula imagens e ideias e tem o papel fundamental no desenvolvimento da criança: pelo imaginário ela dá os primeiros passos na compreensão de si mesma e do mundo."
Ana Lúcia Lucena


Enviado por Rosimary Aparecida Patriarca


terça-feira, 23 de abril de 2013

Bem nutrido


Meu primeiro contato com a leitura aconteceu muito cedo, nem me recordo a idade, mas minhas primeiras lembranças são de minha mãe deitada em sua cama, lendo livros que sempre traziam em suas capas casais muito bonitos e aparentemente apaixonados. Eram aqueles vendidos em bancas de jornais: Sabrina, Bianca, entre outros. Recordo-me que vê-la lendo e seu interesse pela leitura me dava até uma certa angústia por não saber ler e não ter a oportunidade de descobrir o que a deixava tão satisfeita. Enquanto isso, meu pai com suas coleções de gibis do "Fantasma" fazia minha imaginação voar alto quando lia as aventuras incríveis vividas pelo herói.  
Já na escola, minha primeira professora reservava um tempo ao final da tarde e lia trechos da obra de Monteiro Lobato. Após a leitura a turma comentava as aventuras das personagens e isto nos trazia a sensação de identificação e pertencimento à obra. 
Posso afirmar que a paixão pela leitura de pessoas queridas me estimularam a ser uma leitora apaixonada também e ler para mim é o mesmo que Marilena Chaui diz em seu depoimento: "a descoberta de si mesmo". Quando leio e reconheço a mim em determinado pensamento sou invadida por um sentimento prazeros
o de surpresa: "Como não pensei nisso antes?" "Sinto/Penso a mesma coisa". "É isso que eu tentava dizer ou entender". 
Quando Antonio Candido fala de leitura como uma necessidade básica do ser humano é assim que entendo, ler é ampliar o próprio mundo, é reconhecer-se como parte deste mundo, é saber-se acompanhado em seus sentimentos, ideias, vivências. Ler é ver-se através de outros olhos, sentir por outros corações, expressar-se por palavras tão alheias e ao mesmo tempo tão nossas. E como disse Anna Verônica Mautner, "Ainda bem que poetas existem.", senão como explicar a nós mesmos "tantos sentimentos, tão humanos"?


Cardápio do dia




"Um livro aberto é um cérebro que fala;
Fechado, um amigo que espera;
Esquecido, uma alma que perdoa;
Destruído, um coração que chora". 
Voltaire